Comentários: Covest 1 Fase - 26/11/2006.
| Biologia |
Professores: Adauto Neto, Carlos Bravo, César Seraphim, Gilton Lago e João Tavares. |

Distribuição do Conteúdo:
41 – Ecologia 42 – Citologia 43 – Bioenergética 44 – Biologia Molecular (Biotecnologia) 45 – Genética 46 – Evolução 47 – Fisiologia: Sistema endócrino 48 – Fisiologia: Sistema nervoso 49 – Higiene 50 – Zoologia
Opinião Geral:
A prova abordou nove conteúdos em dez questões. A repetição de um conteúdo (Fisiologia, 47 e 48), ocupou espaço para outros conteúdos que não foram abordados (Histologia, Embriologia e Botânica). O nível das questões pode ser considerado como fácil, não apresentando dificuldade alguma para os candidatos das áreas de Humanas e Exatas. Contudo podemos dizer que houve uma queda significativa no nível em relação aos últimos anos, embora no ano passado também tenha sido muito simples. Apenas três questões apresentaram ilustrações, por sinal, de excelente qualidade.
Destaques:
Positivo: a clareza no enunciado e objetividade no questionamento.
Questão 44: Engenharia Genética, dentro do esperado.
Negativo: a repetição de duas questões no mesmo conteúdo, em detrimento de outros não abordados, como citados na opinião geral.
Questões 47 e 48: ambas de Fisiologia Animal;
Questão 49: o nome científico do verme Schistosoma Mansoni, causador da Esquistossomose, deveria ter sido escrito em destaque (Negrito, itálico ou sublinhado), de acordo com as regras de nomenclatura taxonômica. Todavia esse detalhe não invalida a compreensão e resolução da questão. |
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| Espanhol |
Professores: Adelson Lima, Arthur Hermes e Moacir Espar. |
Prova exigente, com questões claras e bem formuladas e nível de dificuldade bem dosado, destinada àqueles que estudam o idioma pra valer. O texto está repleto de termos e expressões que podem levar ao equívoco se comparados com o português. Além do mais, é um texto irônico, com diversas expressões com sentido conotativo, metafórico.
- como exemplos de termos que exigem um bom conhecimento de espanhol podemos mencionar: “chándal” (moletom), “echara” (pusesse), “hortera” (cafona);
- como exemplos de termos que podem levar a equívocos (heterossemânticos): “fechas” (datas), “sólo” (somente), “logró” (conseguir), “portada” (primeira página) , “guerrera” (jaqueta militar);
- como exemplos de expressões que podem levar a equívocos: “superar el bache” (dar a volta por cima), “de medio pelo” (de meia tigela), “estar al borde de la ruina” (estar à beira da falência);
- como exemplos de conectores textuais diferenciados: “es decir” (quer dizer, aliás), “aunque sea”(embora seja), “mientras que” (enquanto que), sino que (mas também que, senão que);
Com exceção da questão 37, que aborda os heterossemânticos (falsos amigos), e a questão 39, que explora o conhecimento gramatical (o verbo echar) , as demais questões são de interpretação textual. A destacar as questões 33 e 36 como as mais difíceis da prova. Já os quesitos 34 e 35 estão entre os que o Fera Contato “tirou de letra”.
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| Física |
| Professores: Aderson Simões, Beraldo Neto, Dílson Magalhães, Ivys Urquiza, Marco Aurélio e Osmar Matos |

A prova, mais uma vez apresentou uma abordagem bastante conservadora da Física, privilegiando resoluções matemáticas em detrimento da parte conceitual. Observou-se a ausência de tópicos fundamentais, tais como as leis de conservação da energia mecânica e da quantidade de movimento, bem como de Física Moderna.
Faltou também a abordagem da Física de modo contextualizado, buscando coloca-lo em várias situações do cotidiano.
Negligenciou-se também a parte conceitual da Física, não havendo uma questão sequer que caminhasse nessa direção. Como exemplo, veja-se a questão de número 57, sobre ondulatória, que explorou meramente a memória de uma equação nunca antes abordada em provas da 1ª. Fase da Covest.
Deve-se destacar, porém, como positivo que a prova, como um todo, trouxe questões acessíveis, sem maiores complicações para os feras das três áreas.
Quanto à distribuição dos assuntos, privilegiou-se a parte de Mecânica, que correspondeu a 50% da prova .
Os assuntos abordados em cada quesito seguem abaixo:
51 – Gráfico de cinemática escalar
52 - Leis de Newton
53 - Potência Mecânica
54 – Estática ( equilíbrio do ponto material e do corpo extenso)
55 – Empuxo de Arquimedes
56 – Termodinâmica
57 – Ondulatória ( Equação da onda)
58 - Eletrostática ( Lei de Coulomb)
59 - Eletrodinâmica ( Circuitos elétricos)
60 – Óptica ( Lentes esféricas ) |
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| Geografia |
| Professores: José Fernando, Ronaldo Cunha e Vinícius Ribeiro |
A prova de Geografia, como era de se esperar, foi limitada em termos de abordagem do assunto ministrado durante o ano, pois, com a redução de 16 para 10 questões, o universo da matéria em si tornou-se muito limitado.
A distribuição dos assuntos acabou priorizando a Geografia Física, que compareceu com 5 questões (3 de Geomorfologia, e 2 de Climatologia),.Ficou interessante, porém, a questão que tratou de assuntos como Degradação Ambiental, Geografia Econômica e Princípios Geográficos .
Vale reparar a questão 27, sobre vulcanismo, uma vez que, no entendimento da equipe de Geografia do Contato, ela apresenta duas alternativas incorretas, além de que o gabarito oficial assinala um determinado item como resposta para uma situação verdadeira.
O destaque, em termos de criatividade e adequação ao conteúdo exigido, fica para as duas primeiras questões, envolvendo Climatologia e Meio Ambiente.
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| História |
Professores: Ailton Novais, Christina Guimarães, Graça Aires, João Carlos, Ramsés Xavier e Veloso Filho. |
Foram 10 questões que abrangeram conhecimentos desde a Grécia Antiga (sofistas) até os dias de hoje, com a globalização presente na Copa de Futebol da Alemanha. Na parte de Brasil, tivemos questões sobre os períodos colonial, imperial e republicano.
Observamos uma prova simples, objetiva e adequada aos alunos de todas as áreas que pretendem a aprovação na primeira fase. Como de praxe, veio uma questão mais específica sobre a relação arte e cultura (Barroco) que também abrange conhecimentos históricos. A banca examinadora merece congratulações pelo equilíbrio e adequação da prova e esperamos uma segunda fase também ajustada aos conhecimentos aprofundados que o concurso exige. |
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| Inglês |
| Professor: João Sabino |

Podemos, com facilidade, dividir esta prova em dois níveis:
1º. nível: Um texto com grau mediano de dificuldade, sem maior exigência vocabular, onde um bom aluno que teve aulas baseadas em interpretação de texto pode sair-se bem , desde que preste bastante atenção ao texto e às questões. Título do texto: São Paulo, Metrópole da meia-noite, onde o personagem fica embaraçado quando descobre que perdeu sua bolsa com tudo que nela havia. Ao final do texto, o narrador conduz o leitor a imaginar a conclusão de uma história. Apareceram duas questões que reúnem vocabulário e gramática com a identificação do grau comparativo do adjetivo e do uso de NEITHER ... NOR , NOT; NEITHER substituindo NOT ; NOT EITHER.
2º. nível: Um texto de maior profundidade na sua compreensão, com um vocabulário bem além daquele normalmente visto em sala-de-aula. Título do texto: Como tornar-se um cidadão do mundo, antes de ir para a faculdade, onde é registrado um movimento já notável, nos EstadosUnidos, de utilização de um ano de intervalo entre a conclusão do ensino médio e a entrada na universidade; quando os alunos viajam para outro pais com o intuito de confirmar suas preferências para o nível superior, adquirindo experiência e enriquecendo seu currículo vitae, evitando assim desistir de cursos já iniciados, serem reprovados ou mudar de preferência, respectivamente. Todas as questões foram muito bem elaboradas, sem falhas de espécie alguma.Na verdade, o único senão foi o exagero no nível deste segundo texto. |
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| Literatura |
Professores: Fátima Amaral e José Ricardo Diniz |
As quatro questões específicas da parte de literatura da prova de ontem não trouxeram maiores dificuldades para os feras, mesmo para os que dedicaram poucas horas de estudo ao seu conteúdo programático.
A questão de número 03 contextualiza os diversos estilos de época no processo literário brasileiro, destacando vários dos seus autores representativos, com resposta bastante imediata e evidente, na medida em que põe como único item falso o que afirma que “ ... a primeira geração de modernistas (...) não demonstrou a ousadia e a inovação esperadas”.
A questão de número 07 parte da crônica de Luís Fernando Veríssimo para abordar as liberdades temáticas e formais propostas pelo Modernismo da primeira hora. Tinha sua resposta claríssima na alternativa que falava da “incorporação da linguagem coloquial e de temas do cotidiano”.
A questão de número 10 trouxe comentários críticos sobre alguns autores representativos da literatura brasileira , do Romantismo ao Modernismo. As correspondências entre autores e resenhas foram bastante diretas e elementares.
Por fim, a questão de número 12, que, aproveitando o “gancho” do texto de Manuel Bandeira, abordou vários aspectos sempre citados da obra poética do autor pernambucano.
A equipe de Literatura do CONTATO entende que, para uma prova de 1ª. Fase, é perfeitamente cabível o grau de dificuldade mais fácil do que mediano na cobrança dos tópicos da programação. Numa 2ª. Fase, com certeza, o nível dos quesitos será de maior complexidade e contemplará quem dedicou mais tempo ao estudo prazeroso da arte verbal e suas ressonâncias no processo histórico-cultural brasileiro. |
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| Matemática |
| Professores: Aluísio Mariano, Carlos Pontes Otero, Éverson Trindade,
Kléber Filho e Pontinho. |
| A prova manteve o padrão dos anos anteriores, explorando
principalmente aritmética, que representou 60% da prova, sendo
percentagem o assunto mais explorado, com 2 questões. Álgebra, como
de costume, cobrou a tradicional questão de probabilidade e o estudo
do valor máximo da função do 2º grau. A parte geométrica da prova
trouxe duas questões, sendo a de geometria espacial (questão 65),
talvez, a única em que o fera possa ter tido algum grau de dificuldade.
A nossa crítica é por conta do grande número de assuntos que não
foram explorados, tais como trigonometria, geometria analítica,
números complexos, entre outros. Será que não seria mais justo com
o Fera termos programas específicos para a 1ª e a 2ª fases?
Quanto à questão de número 65, de geometria espacial, o fera atento
percebia que o plano que cortava o prisma era paralelo a uma face e
não à base do prisma, logo a proporção era entre as áreas das
bases e não entre os volumes.
Como V=2v, então B=2b, pois os sólidos tinham a mesma altura.
Portanto a razão entre as áreas é igual à constante de
proporcionalidade.
Questões e assuntos:
61. Função quadrática (máximos e mínimos)
62. Critérios de divisibilidade
63. Porcentagem
64. Probabilidade
65. Semelhança de figuras
66. Aritmética
67. Sistema de equações do 1º grau (Média Aritmética Ponderada)
68. Sistema de equações do 1º grau
69. Juros compostos
70. Semelhança de triângulos |
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| Português |
Professores: Galdino José , Gaudêncio Lopes, Manoel Soares e Norma Linck |
Nas 12 questões de língua e literatura, privilegiou-se a análise textual, de modo que a parte efetiva de movimentos e autores representativos do processo literário brasileiro aparece em quatro quesitos.
No tocante às oito questões atinentes às funções comunicativas da língua portuguesa, há que destacar o texto como elemento motivador da “leitura de mundo”, ou seja, da abordagem diversificada de assuntos, apresentados dentro de gêneros textuais diversos, tais como o texto de base argumentativa sobre a arte literária vista como aglutinadora dos olhares subjetivo e objetivo do ser humano; a questão da linguagem verbal a serviço do politicamente correto na saborosa crônica de Luís Fernando Veríssimo; e ainda dois poemas de feições diversas, que refletem mundividências e experiências de linguagem também diversas, não necessariamente divergentes, um de Drummond e outro de Manuel Bandeira, colocando indagações e sentimentos universais do Homem.
Do que se chama tradicionalmente de “ parte gramatical”, apenas um quesito, sobre os princípios básicos da concordância verbal. Pode-se até contrapor o esforço dos professores de língua portuguesa em vencer todo um programa de conteúdos gramaticais à luz da norma culta língua ao predomínio avassalador da intelecção de textos, mas será inútil tal argumento. A visão da língua enquanto ferramenta maior para a expressão e a comunicação de idéias e sentimentos em variados contextos veio para ficar. E tal mudança, convenhamos, é bastante salutar. |
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| Química |
| Professores: Betânia Mello, Carlos Alberto Cordeiro, Fátima Bahia e Ricardo Jorge |
A prova de Química manteve, em sua estrutura, sem nenhum demérito, algumas figurinhas carimbadas, como radioatividade e eletroquímica.
Como era de se esperar, FÍSICO-QUÍMICA foi privilegiada com cerca de 50% das questões, enquanto Química Geral contou com apenas 20% , e Orgânica veio com cerca de 30%. Na abordagem dos conteúdos, ocorreu uma boa distribuição dos tópicos constantes da programação.
Quanto ao grau de dificuldade das questões, deve-se ressaltar que a prova foi bastante exigente, ficando muito além do conhecimento esperado em Química nos feras de Humanas.
A nota baixa fica por conta do gabarito comentado no site da COVEST , como o caso do PCl3 “tetraédrica”, e da isomeria de “posição” na questão sobre isomeria, item “3”. |
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